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Violência sectária aumenta no Paquistão

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Violência sectária aumenta no Paquistão

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A violência sectária contra os xiitas do Paquistão não para de intensificar-se. Este é o alerta da ONG Pakistan Human Rights Watch, no dia a seguir a uma série de atentados que provocou a morte a mais de uma centena de pessoas. Os ataques foram reivindicados pelo Lej, um grupo sunita banido pelo poder.

A maioria das vítimas mortais pertence à minoria étnica xiita Hazara e faleceu na cidade de Quetta. Mingora, no Vale de Swat, feudo dos talibãs, foi igualmente alvo de atentados mortíferos, na quinta-feira, mas não reivindicados.

Em Quetta, a população inquieta-se. Isto é extremamente cruel. Não há maior crueldade do que o que aconteceu aqui. Muçulmanos a bombardearem outros muçulmanos. O que é que pode ser pior? Vejam o que fizeram à nossa cidade”, diz um habitante. Outro afirma: “Apelo ao responsável pelo exército, o general Kayani, para que mobilize as tropas por todo o país e ponha fim a este governo. Não queremos que isto continue. Há demasiadas famílias a serem destroçadas!”

Quetta é a capital da província do Balochistão. Rica em gás, cobre e reservas de ouro, ocupa metade do território do país mas é habitada por apenas oito dos 180 milhões de paquistaneses.