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EUA e UE prontos a apoiar intervenção francesa contra rebeldes do Mali

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EUA e UE prontos a apoiar intervenção francesa contra rebeldes do Mali

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A intervenção militar francesa no Mali faz recuar os rebeldes islamitas, num momento em que Estados Unidos e União Europeia afirmam-se prontos a apoiar os esforços de Paris no terreno.

Apoiado pela força aérea francesa, o exército malinense retomou o controlo da cidade de Konna, ocupada pelos rebeldes na quinta-feira, num momento em que o presidente interino declarou o estado de emergência no país.

“Cada malinês, homem ou mulher, deve considerar-se a partir de agora como um soldado da nação e agir como tal”, afirmou Diaoucunda Traoré num discurso televisivo.

Fontes próximas do Pentágono afirmaram, esta noite, que Washington está disposto a fornecer apoio logístico à ofensiva, nomeadamente com o envio de drones para a região.

A responsável da diplomacia da União Europeia afirmou, por seu lado, que vai acelerar o envio de uma força de 200 homens para treinar os soldados malineses no terreno.

O coronel Abderamane Baby, assessor do ministério da Defesa malinês recorda que, “a resolução 2085 da ONU sobre a assistência militar ao Mali deixa a cada país a decisão sobre a melhor forma de contribuir para esta operação”.

A decisão de França de intervir no terreno ocorre depois de Bamako ter apelado à ajuda de Paris para travar a ofensiva dos rebeldes islamitas no norte do país.

A diplomacia francesa pediu hoje à ONU que acelere a mobilização de uma força internacional para o país.

Os guerrilheiros próximos da Al-Qaida ameaçaram ontem, num comunicado, executar os oito reféns franceses nas mãos do grupo desde há vários meses, se Paris prosseguir a intervenção militar.