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Euroceticismo distante das urnas nas presidenciais checas

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Euroceticismo distante das urnas nas presidenciais checas

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A República checa prepara-se para virar a página do euroceticismo, nas eleições presidenciais que se iniciaram ontem e terminam este sábado.

O primeiro escrutínio presidencial por sufrágio direto na história do país é marcado por uma elevada participação, que poderá superar os 60%, num ambiente de recessão económica, marcado pelo descontentamento com os dois principais partidos do país.

“Estou contente de que o povo possa finalmente eleger diretamente o presidente e que a escolha não esteja, como antes, nas mãos dos deputados”.

“É uma vergonha que só tenhamos adotado este sistema agora, é tipicamente checo, somos sempre os últimos, e é também um caos pois alguns dos candidatos não passam de palhaços”.

Os dois favoritos ao lugar de Vaclav Klaus, são ambos ex-primeiro-ministros e europeístas convictos, ao contrário do chefe de estado cessante.

O social-democrata Milos Zeman conta uma ligeira vantagem nas sondagens face ao candidato centrista Jan Fischer.

Os dois homens poderão disputar uma segunda volta, no final de janeiro, caso não obtenham uma maioria clara.

O clima de austeridade económica deverá favorecer dois outros candidatos, como o atual ministro dos negócios estrangeiros, Karel Schwarzenberg e um insólito artista tatuado cujas candidaturas poderão recolher até 10% dos votos.