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França admite falhas na operação de resgate de um refém na Somália

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França admite falhas na operação de resgate de um refém na Somália

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O governo francês reconhece falhas na operação de resgate que, oficialmente, terminou com a morte de um refém e de dois militares franceses, na sexta-feira, na Somália.

Paris admitiu ontem ter subestimado a capacidade militar do grupo islamita que mantinha sequestrado há mais de três anos, Denis Allex (nome de código) um agente dos serviços secretos franceses.

Entrevistado na televisão pública, Yves Le Drian, ministro da Defesa francês, reconheceu: “a resistência foi mais forte do que o esperado, em particular no que se refere ao armamento pesado utilizado pelos terroristas, que foi subestimado. Denis Allex estava detido há três anos e meio em condições inumanas, as discussões com os sequestradores revelaram-se impossíveis e tínhamos a certeza da sua localização. Nestas condições tínhamos o dever de intervir”.

Os sequestradores desmentiram ontem as informações sobre a alegada morte do refém, afirmando que este está vivo e será julgado nos próximos dois dias.

O fracasso da operação aumenta a inquietação sobre o futuro de outros oito franceses raptados pela AQMI, o braço da Al-Qaida em África.

Paris rejeita, no entanto, qualquer ligação entre a operação de resgate na Somália e a intervenção militar no Mali.