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Milos Zeman quer ser o "Hollande checo" na segunda volta das presidenciais

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Milos Zeman quer ser o "Hollande checo" na segunda volta das presidenciais

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A esquerda parte com uma ligeira vantagem para a segunda volta das presidenciais checas, depois de Milos Zeman ter recolhido o maior número de votos na primeira volta deste sábado.

O antigo primeiro-ministro social-democrata, que se retirara da vida política depois de fracassar nas presidenciais de 2003, regressa em força, ao obter mais de 24% dos votos.

Zaman afirmou que, “torna-se claro que o duelo presidencial vai assemelhar-se às recentes presidenciais francesas, com a esquerda a opôr-se à direita. Vai ser, de certa forma, uma escolha entre Hollande e Sarkozy”.

O sufrágio foi marcado pela derrota estrondosa do candidato do partido eurocético do primeiro-ministro, face à recessão económica que atinge o país.

Um facto que não impediu que o atual ministro dos Negócios Estrangeiros, Karel Schwarzenberg, chegasse inesperadamente em segundo lugar no escrutínio com 23% dos votos.

“Milos Zeman é sem dúvida um grande profissional e um antigo primeiro-ministro. Trata-se de um rival respeitável mas um candidato que representa o passado, os últimos 10 a 15 anos”, afirmou Schwarzenberg.

O duelo entre o ex-comunista e o ex-homem de confiança do carismático líder da “revolução de veludo” – Vaclav Havel – põe fim ao euroceticismo que marcou os dois mandatos do chefe de estado cessante Vaclav Klaus.

A segunda volta entre os dois candidatos, ambos pró-europeus, está marcada para os próximos dias 25 e 26 de janeiro.