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Tunísia: a revolução inacabada

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Tunísia: a revolução inacabada

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Milhares de pessoas manifestaram-se, hoje, na
Tunísia contra o governo de inspiração islamita no poder, dois anos após a queda de Ben Ali.

A data foi assinalada com uma cerimónia oficial, mas sobretudo com protestos por parte dos defensores de um estado laico.

Os manifestantes consideram que os objetivos da primeira revolução da Primavera Árabe não foram cumpridos.

O desemprego, a pobreza e a violência continuam em alta e o impasse político provocado pela ausência de um acordo sobre a Constituição não ajuda.

Esta segunda-feira, apoiantes e opositores do partido no poder acabaram por se envolver em confrontos, no mesmo local onde a 14 de janeiro de 2011 milhares de manifestantes exigiam a demissão do então chefe de Estado.

Ben Ali fugiu com a família para a Arábia Saudita onde vive numa espécie de exílio dourado. O homem que dirigiu a Tunísia durante mais de duas décadas raramente é visto em público. Já a mulher é cliente habitual em lojas de luxo de países como o Kuwait e o Qatar.