Última hora

Última hora

Líder da oposição paquistanesa conquista ribalta

Em leitura:

Líder da oposição paquistanesa conquista ribalta

Tamanho do texto Aa Aa

A detenção do primeiro ministro paquistanês, Raja Ashraf, suspeito de corrupção, acontece num momento de tensão para o poder, contestado por milhares de manifestantes em Islamabad.

A mobilização, liderada pelo dirigente da organização “Via do Corão”, Tahir ul-Qadri. teve início no domingo à tarde em Lahore, a 400 km da capital e, em dois dias, chegou à capital. Imprevisto e rápido, o movimento paralisou o coração do país.
A rapidez da ascensão do líder, um canadiano de origem paquistanesa, desconhecido até agora, também suscita dúvidas.
Tem 61 ans e chegou ao país há cerca de um mês.

“Esta pessoa específica, aparecida do nada, totalmente desconhecida e implantada na arena política do Paquistão, precisamente agora, está a confundir a maioria dos analistas. Que objetivo tem? Que motivações? Onde pretende chegar com este protesto?”

O analista Harry Sultan considera que a mobilização foi orquestrada por “forças estrangeiras” e lembra que a mesma estratégia com o uso de palavras de ordem contra os talibãs foi usada no Afeganistão e na Ásia Central:

“Algumas potências internacionais podem tê-lo procurado, caso contrario, seria impossível”.

É difícil saber quais são as verdadeiras motivações da mobilização de Quadri, mas ele é, sem dúvida, uma figura conveniente para os ocidentais e uma esperança para acabar com a corrupção e organizar eleições democráticas.

O mandato de cinco anos deste governo está a expirar.

As eleições estão agendadas para maio, mas os manifestantes não querem perder tempo e exigem a dissolução imediata do Parlamento para proceder a uma série de reformas antes das eleições.

Entre outras coisas, acusam o Partido do Povo Paquistanês, no governo, de não ter conseguido travar a insurreição islâmica.

As críticas à gestão do executivo multiplicaram-se depois dos atentados da semana passada, na cidade de Quetta, que fizeram 100 vítimas mortais enter os xiitas. Dececionada pela falta de controle das autoridades, a minoria xiita pede que o exército garanta a segurança na região.