Última hora

Última hora

As 23 "munições" de Obama para regular as armas de fogo nos EUA

Em leitura:

As 23 "munições" de Obama para regular as armas de fogo nos EUA

Tamanho do texto Aa Aa

Barack Obama enfrenta o “batismo de fogo” do segundo mandato, depois de apresentar em Washington 23 medidas para regular as armas no país.

Acompanhado de um grupo de crianças e do vice-presidente Joe Biden, Obama apelou ao congresso para agir de forma a evitar a repetição de massacres, como o que provocou a morte de 20 crianças, no mês passado, na escola de Newtown.

“Por mais importantes que sejam estas medidas elas não substituem a ação dos membros do congresso que devem agir para poderem fazer a diferença. Em primeiro lugar, o congresso deve exigir um controlo sistemático dos antecedentes criminais de todos os compradores de armas, em segundo lugar, deve restaurar a proibição da venda de armas de tipo militar e de carregadores com capacidade para mais de dez munições”.

As medidas, que deverão ser submetidas a um congresso mais dividido sobre o tema que a maioria dos norte-americanos, prevêm ainda o reforço do policiamento de zonas sensíveis e da luta contra o tráfico de armas.

Obama preconiza ainda a realização de exames psicológicos aos proprietários de armas e de estudos sobre as causas da violência armada no país.

O anúncio, que implica uma das maiores reformas dos últimos 20 anos faz face à oposição do maior lóbbi de armas dos Estados Unidos – National Rifle Association (NRA) e de parte do congresso, face ao direito, previsto na Constituição, do porte de arma.

Horas antes do anúncio, a NRA tinha publicado um vídeo, onde evocava a escolta pessoal das filhas de Obama para se indignar com o facto de que, “Obama não quer dar o mesmo direito aos pais das crianças norte-americanas”. Uma mensagem condenada pela Casa Branca como “repugnante e cobarde”.