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Rebeldes tentam impedir fuga de malianos para o sul

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Rebeldes tentam impedir fuga de malianos para o sul

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Os grupos islamitas rebeldes do norte do Mali fazem tudo para impedirem que que milhares de pessoas se refugiem no sul especialmente em Bamako.

O Programa Alimentar Mundial estima que cerca de 500 mil pessoas procuraram refúgio desde que os rebeldes assumiram o controlo do norte do país em março de 2012.

“Os rebeldes bateram-nos e violaram-nos. Fizeram-nos de tudo. Violaram as crianças. Fizeram-nos de tudo”, disse uma refugiada.

“Existe um grande número de refugidos e a nossa grande preocupação é que as crianças sejam separadas das famílias, tornando-se muito mais vulneráveis a muitas formas de abuso, incluindo o recrutamento e a violência sexual”, sublinhou uma porta-voz da UNICEF.

Alguns malianos já sentiram na pele a crueldade da lei da Sharia imposta pelos rebeldes islamitas.

A flagelação e as amputações são alguns dos castigos aplicados a quem é tido como prevaricador.

O proprietário de uma pequena loja em Bamaco, era motorista de camião até ao dia em que no norte foi detido pelos rebeldes que o acusaram de ser espião. Como castigo, e de acordo com a Sharia, amputaram-lhe uma mão:

“Gritei o mais alto que pude. Gritei e chamei por Deus. Não olharam para mim e filmaram com os telemóveis enquanto me cortavam a mão. Quando não podia gritar mais, mostraram-me a mão amputada. Eu estava como que inconsciente com os olhos abertos. Perguntaram-me o nome e a alcunha, despejaram água fria em cima de mim e depois levaram-me para o hospital”.