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Argélia: grupo que raptou ocidentais reclama fim de intervenção francesa no Mali

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Argélia: grupo que raptou ocidentais reclama fim de intervenção francesa no Mali

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O grupo islamita que mantém sequestrados 41 estrangeiros numa exploração de gás na Argélia exige o fim da intervenção militar francesa no Mali.

O Exército argelino mantêm cercadas as instalações exploradas perto de In Amenas, junto à fronteira Líbia, por uma empresa nacional, juntamente com a britânica BP e a norueguesa Statoil. No local encontram-se também 150 trabalhadores argelinos.

O ministro do Interior, Dahou Ould Kablia, disse que os sequestradores “querem sair da região e, mesmo do país, com os reféns, mas isso é algo que o governo não aceita”.

O ataque à exploração de gás foi reivindicado pelo grupo dirigido pelo argelino Mokhtar Belmokhtar, um chefe histórico da Al-Qaeda no Magrebe Islâmico, recentemente destítuido.

Ainda antes do grupo reivindicar as intenções, já o presidente francês, François Hollande, tinha frisado que “tudo isto está ligado à ação conduzida pela França e também por países africanos que constituem a Missão Internacional de Apoio ao Mali, com o objetivo de permitir ao país recuperar o mais rápido possível a sua integridade territorial”.

A operação conduzida pelo grupo islamita resultou também na morte de um britânico e de um argelino. Entre os estrangeiros sequestrados, estão cidadãos norte-americanos, britânicos, noruegueses, franceses e japoneses.