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Lance Armstrong: As perguntas que continuam sem resposta

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Lance Armstrong: As perguntas que continuam sem resposta

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Foi dita toda a verdade? O facto é que a entrevista de Lance Armstrong a Oprah Winfrey, difundida em duas partes (a emissão da segunda ficou para esta sexta-feira), parece deixar várias perguntas sem resposta.

Como é que se processava exatamente o sistema de dopagem? De onde vinham as substâncias ilícitas? Quem precisamente estava envolvido? Armstrong pretende, de alguma forma, regressar ao desporto, ao triatlo, por exemplo, no qual competia antes de passar ao ciclismo?

A lista de interrogações continua. O presidente da Agência Mundial Antidoping, John Fahey, veio declarar que Armstrong apenas “confirmou aquilo que já se sabia”, numa “operação controlada de relações públicas”.

Há muito que os companheiros de equipa, como Tyler Hamilton, pediam “a verdade”. Foram 11 deles a prestar testemunho contra o malogrado campeão que continua a dizer que nunca intimidou ninguém.

Outra questão: qual o papel da União Ciclista Internacional, que recebeu donativos de Armstrong em 2002, e que agora se diz “favorável” a uma espécie de comissão de reconciliação?

Christian Prudhomme, responsável pela Volta à França, salienta que o ex-ciclista “tem de ser punido, mas ele já pertence ao passado. O ciclismo mudou. Se olharmos para a fotografia do que aconteceu, é um registo que já está em tons sépia.”

Uma última questão: qual a finalidade exata da confissão de Armstrong? É, talvez, a pergunta que pode ajudar a entender todas as outras.