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Quando não é difícil passar da escola ao mundo do trabalho

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Quando não é difícil passar da escola ao mundo do trabalho

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Colmatar o fosso entre o mundo escolar e o mundo profissional é um dos maiores desafios que os jovens enfrentam. Muitos defendem que as universidades não conseguem acompanhar as necessidades empresariais, em constante mutação. Com o problema galopante do desemprego, o desfasamento de realidades é cada vez mais evidente. Um estudo recente da consultora McKinsey aponta que apenas 42 por cento dos empregadores, ao nível global, considera que os recém-licenciados têm bases sólidas para começar a trabalhar. Quem tem responsabilidades nesta matéria? As escolas e as universidades? Nesta edição do Learning World, fomos conhecer projetos que ajudam a colmatar este fosso.

Os jovens são uma força essencial para a economia. No entanto, são também dos mais vulneráveis. Na Jordânia, compõem 70% da população. Os protestos contra o elevado desemprego têm-se sucedido. São exigidas respostas ao governo, mas é, sobretudo, no setor privado que se têm procurado soluções. A Fundação para a Carreira e Educação tem como missão criar novas oportunidades de trabalho. Para isso, cimentou ligações com privados. Sempre que é preciso fazer contratações, a fundação é informada.

Arranjar um emprego pode ser uma experiência extremamente frustrante, sobretudo se não soubermos qual a melhor abordagem. No México, há uma empresa que fornece aos jovens as ferramentas necessárias para encontrar a forma certa de entrar no percurso profissional que escolheram. Mais de metade dos que aderiram a este programa alcançaram o objetivo. A empresa Impulsa convida especialistas de várias multinacionais instaladas no país para lhes dar formação sobre como preparar novos profissionais. Juntando alunos de escolas públicas e privadas nas instalações das grandes multinacionais, a Impulsa conseguiu criar um espaço comum a meio caminho entre a escola e o mundo empresarial.

Para encontrar um trabalho é preciso muito mais do que ter um bom perfil ou sair-se bem nas entrevistas. Primeiro que tudo, é preciso saber qual o melhor trajeto educativo a seguir para chegar a uma determinada profissão. Na Coreia do Sul, os estudantes são encorajados a abrir os horizontes. Num país onde o sistema educativo costuma ser amplamente elogiado, os alunos de uma escola, em Seul, não estão a receber a tradicional educação sul-coreana. E a maior parte deles nem sequer pretende ir para a universidade, ao contrário de 80% dos jovens deste país. Na Escola Sudo Meister, um estabelecimento dito vocacional, o ensino é técnico. Terminado o curso, o trabalho está praticamente garantido.