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Argélia: Crise dos reféns sem fim à vista

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Argélia: Crise dos reféns sem fim à vista

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Centenas de reféns já foram libertados, mas cerca de 30 estrangeiros continuam desaparecidos no sequestro do campo de exploração de gás de Tiguentourine, na Argélia.

O comando islamita, que ainda controla parte do complexo, afirma ter em sua posse 7 reféns estrangeiros. Parte do grupo, resistiu às incursões do exército argelino no campo de gás, próximo de In Amenas, junto à fronteira com a Líbia.

Segundo as autoridades de Argel, perto de 100 dos 132 reféns estrangeiros foram libertados. As operações de resgate custaram até agora a vida a mais de uma dezena de reféns e a perto de 20 sequestradores. Oficialmente, foi confirmada a morte de dois japoneses, dois britânicos, de um francês e de um americano. No total, mais de 650 pessoas já estão livres do cativeiro.

Ainda com as horas passadas nas mãos dos rebeldes bem vivas na memória, alguns dos reféns libertados elogiaram a “rapidez” e “eficácia” com que o exército argelino atuou, ações militares que tinham antes sido criticadas por vários países ocidentais. Entre os que já escaparam aos sequestradores, o sentimento é de solidariedade com os restantes reféns, reforçado pelo desejo que “todos regressem a casa sãos e salvos”.

O comando islamita, que terá ligações à Al-Qaeda, tomou de assalto o campo de gás na Argélia, alegadamente, em represália pela intervenção francesa no Mali.