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Mali: Militares franceses e malianos avançam para norte

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Mali: Militares franceses e malianos avançam para norte

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No Mali, as tropas francesas e malianas avançam para norte e vão tomando posições de forma a impedirem qualquer tentativa dos rebeldes islamitas de atacarem a capital Bamaco.

O contingente francês no terreno passou entretanto de 1400 para 1800 militares que parecem ter contido o avanço dos guerrilheiros que controlam o norte do país.

Graças ao apoio dos militares gauleses, o exército maliano retomou o controlo de Konna, 700 km a nordeste de Bamaco. As informações sobre a situação em Diabali são dúbias: algumas fontes afirmam que a cidade foi libertada, mas oficialmente não há qualquer confirmação.

Mais a sul, Markala é controlada pelos franceses. Um coronel das forças especiais explicou que a forte presença na área serve para “impedir qualquer descida do rio Níger que podia entreabrir as portas de Bamaco” aos rebeldes.

Criada a zona tampão, os militares não têm avançado mais para evitar vítimas civis, já que muitos relatos dão conta de rebeldes “dissimulados” no meio da população.

Os analistas temem que a situação no Mali possa incendiar toda a região do Sara, em especial por ser uma antiga potência colonial que dirige atualmente as operações. Por isso a França quer passar rapidamente o controlo da missão para a força de intervenção da África Ocidental (Misma), que está mandatada pela ONU para lutar contra os grupos armados que controlam grande parte do Mali há 9 meses.

Cerca de 2000 dos 5500 militares africanos que serão destacados para o Mali, devem chegar a Bamaco até ao final da próxima semana. Depois de alguma hesitação inicial, a comunidade internacional vai também multiplicando as ofertas de apoio à missão no terreno.