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Argélia: Crise dos reféns termina com mão de ferro do exército

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Argélia: Crise dos reféns termina com mão de ferro do exército

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A crise dos reféns no campo de exploração de gás de Tiguentourine terminou com mão de ferro do exército argelino, mas as operações de resgate libertaram mais de uma centena de estrangeiros, os únicos reféns em que o grupo ligado à Al-Qaeda estava interessado.

No “assalto final”, este sábado, as forças argelinas abateram 11 sequestradores que terão executado 7 estrangeiros que mantinham em sua posse.

Segundo Argel, 55 pessoas – 23 reféns e 32 combatentes – morreram durante os 4 dias do sequestro.

Entre os reféns libertados está um lusodescendente.

O comando islamita, com ligações à Al-Qaeda, tomou de assalto o complexo de exploração de gás, próximo da fronteira com a Líbia, na quarta-feira de manhã, fazendo centenas de reféns.

O grupo, fortemente armado, afirmou agir em represália pela intervenção francesa no Mali, mas os peritos consideram que uma operação desta envergadura tinha de estar a ser preparada há muito tempo.

A reação violenta de Argel ao sequestro foi criticada em algumas capitais ocidentais. Para uma especialista no mundo árabe era “fundamental resolver a crise o mais rapidamente possível para não ter de responder a eventuais pressões dos países” que tinham reféns no local e também por razões económicas, por causa do gás. Mas “sobretudo” era necessário “dar um exemplo para dissuadir qualquer outro grupo terrorista de lançar uma operação similar noutro local” da região.