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Processo "expresso" para julgar violadores de jovem indiana

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Processo "expresso" para julgar violadores de jovem indiana

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Os seis suspeitos de violarem uma jovem indiana foram hoje presentes a tribunal, no início de um julgamento “acelerado” que poderá durar várias semanas.

Os arguidos, que afirmam que as provas contra eles foram manipuladas, ouviram hoje as acusações relativas aos crimes de violação em grupo e de assassínio de uma jovem de 23 anos.

Uma audiência preliminar que decorreu, como as restantes, à porta fechada, apesar do protestos da acusação e de centenas de ativistas no exterior do tribunal.

O início do julgamento está agendado para a próxima quinta-feira, dia 24 de janeiro.

No exterior do julgamento, vários ativistas, reclamava uma mudança de atitude da justiça e da sociedade, neste tipo de casos.

“Nós estamos a dizer que nenhuma roupa é um convite à violação, e é esta cultura que temos que mudar – na forma de ver a mulher. E é por isso que necessitamos que o governo se comprometa com um passo concreto, ao investir numa campanha de educação neste sentido”, afirma um ativista da organização Avaaz.

A violação num autocarro de Nova Deli, a 16 de dezembro comoveu a população, originando violentos protestos contra a polícia, a justiça e o governo, acusados de negligência neste tipo de casos.

Cinco dos arguidos incorrem na pena de morte, caso sejam reconhecidos culpados, a polícia está ainda a confirmar se o sexto arguido é menor de 18 anos.