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Cimeira UE/Brasil tenta ultrapassar tentação protecionista

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Cimeira UE/Brasil tenta ultrapassar tentação protecionista

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As acusações de protecionismo têm ofuscado a parceria UE/Brasil, pelo que a cimeira, esta quinta-feira, em Brasília, tentou manter viva a chama das discussões para uma melhor relação comercial.

A líder do Brasil, Dilma Rousseff, realçou que o investimento da UE é bem-vindo: “O que é muito relevante é o facto de existir no Brasil um grande número de empresas de origem europeia que dão sustentatação ao crescimento do país e que geram empregos. Pensamos que a relação Brasil/UE é estratégica para o Brasil”.

No entanto, a UE diz que o Brasil continua a criar novas barreiras comerciais, em áreas como os automóveis e alta tecnologia. Pelo seu lado, o gigante sul-americano critica os subsídios europeus à agricultura, área priviligiada para a exportação brasileira.

Cada um dos blocos exportou quase 40 mil milhões de euros de bens, em 2011. É quase um quarto das exportações do Brasil, mas para a União significa pouco mais de 2%, aspirando a aumentar o fluxo, que é sobretudo alimentado pela Alemanha, França e Itália.

O protecionismo tem travado a assinatura do acordo de comércio livre com o Mercosul. O Brazil representa 70% da riqueza criada por esta associação regional, que inclui Argentina, Venezuela, Paraguai e Uruguai.

O Brasil participa também na cimeira da UE com mais de 30 países da América Latina e Caraíbas, no Chile, sexta e sábado.