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Intervenção francesa no Mali: um Afriganistão em perspetiva?

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Intervenção francesa no Mali: um Afriganistão em perspetiva?

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A decisão surpresa do governo francês atacar os rebeldes islâmicos no Mali, seguiu-se ao não menos surpreendente avanço para sul dos guerrilheiros, em direção à capital Bamaco.

Poderá a intervenção transformar-se num pântano de problemas?

A França e os países ocidentais esperam há meses, em vão, pela chegada de uma força africana multinacional que terá por missão expulsar os rebeldes do norte do país, que controlam há perto de um ano, na sequência de um golpe que enfraqueceu o governo do Mali.

Ao apoiar a antiga colónia, a França arrisca-se a reforçar a imagem da ‘África francesa’ e do apoio a líderes corruptos em troca de benefícios comerciais. Mas o potencial colapso do governo do Mali pode trazer consequências ainda piores como o de transformar o país num Estado sem lei, num ‘Africanistão” e provocar uma vaga de refugiados ainda maior.

A França garantiu o apoio de vários países, que não vão enviar tropas e um líder rebelde avisou entretanto que os gauleses abriram as “portas do inferno” com os bombardeamentos. A situação é explosiva.