Última hora

Última hora

Parlamento catalão adota declaração de soberania

Em leitura:

Parlamento catalão adota declaração de soberania

Tamanho do texto Aa Aa

A Catalunha dá mais um passo, simbólico, rumo à independência, depois de ter adotado, esta quarta-feira, na primeira sessão da nova legislatura, uma declaração sobre a soberania da região autónoma espanhola.

O texto, que prevê um processo de autodeterminação, via um referendo e através, “do diálogo com o estado espanhol, as instituições europeias e a comunidade internacional”, obteve o apoio da maioria nacionalista (Convergência e União) e dos independentistas (Esquerda Republicana).

A declaração foi adotada por 85 votos a favor e 41 votos contra e duas abstenções.

Antes da votação, o presidente do governo catalão, Artur Mas, falava já de “um voto histórico, que não resolve os nossos problemas em 24 horas, mas que conduzirá o nosso país ao seu destino”.

Como esperado, o texto foi rejeitado pelos dois grandes partidos espanhóis, o Partido Socialista (da Catalunha) e o Partido Popular.

Para a líder dos populares catalães, Alicia Sanchez Camacho, “a maioria do povo catalão não quer a independência, não quer uma divisão. Vocês estão a desafiar o governo espanhol”.

O executivo conservador de Madrid afirmou já que vai utilizar todos os meios legais para bloquear a consulta popular sobre a independência, convocada pelos dois principais partidos catalães para 2014.

Em causa está, antes de mais a Constituição espanhola que, no artigo II estipula, “a indissolúvel unidade da Nação espanhola, pátria comum e indivisível de todos os espanhóis”.

A declaração de soberania é a quinta do género a ser adotada no parlamento catalão desde 1989, embora, pela primeira vez, refira a “ personalidade política e jurídica do povo catalão”, baseada, no entanto, “na legitimidade democrática” – uma forma de contornar a contestada legitimidade jurídica da declaração.

Depois do voto simbólico no parlamento, o governo catalão pretende criar um “conselho nacional de transição”.