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Itália: escândalo financeiro agita campanha eleitoral

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Itália: escândalo financeiro agita campanha eleitoral

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Um escândalo financeiro abala a campanha eleitoral italiana, a um mês das legislativas.

Em causa estão as operações ocultas do banco mais antigo do país – o Monte dei Paschi -que poderão implicar perdas milionárias, para os acionistas, mas também perdas eleitorais para a esquerda, favorita nas sondagens.

O tema domina as acusações cruzadas dos principais partidos.

À direita, Silvio Berlusconi, que, sem ainda ser candidato, apresentou hoje o programa eleitoral do partido (Povo da Liberdade), acusou o ex-primeiro-ministro Mario Monti de ter estado ao corrente do escândalo, fustigando igualmente o candidato de centro-esquerda.

Em causa, estão operações ocultas no mercado de derivados financeiros, entre 2006 e 2009, que terão provocado perdas de mais de mil e seiscentos milhões de euros ao Monte Dei Paschi, que solicitou, nos últimos meses, o resgate do governo.

O primeiro ministro Mario Monti, candidato à sua sucessão, reagiu ao escândalo, denunciando as perigosas ligações entre os partidos e a banca no país, apontando as culpas ao centro-esquerda.

Monti, que se apresenta como centrista, admitiu hoje pela primeira vez que poderia aliar-se ao centro-direita, após as eleições e sobretudo, sem Berlusconi.

O candidato mais atingido pelo escândalo e igualmente mais silencioso, é Pier Luigi Bersani, do Partido Democrata (PD – centro-esquerda), cuja formação política está ligada à direção do Banco Monte dei Paschi.

O escândalo financeiro é também uma oportunidade para o movimento de Beppe Grillo tentar contrariar a perda de votos nas sondagens, quando recolhe cerca de 13% das preferências dos eleitores.

O líder do movimento cívico, que não é candidato, deslocou-se hoje a Siena, para denunciar a corrupção dentro do banco mais antigo do mundo, fundado em 1472, em pleno renascimento.