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Japão enterra vítimas do terrorismo na Argélia

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Japão enterra vítimas do terrorismo na Argélia

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Os japoneses receberam com emoção os corpos dos nove trabalhadores assassinados pelos terroristas na Argélia. Sete sobreviventes do massacre viajaram no mesmo avião.

O corpo da décima vítima mortal chega nos próximos dias.

Para a população nipónica, este é um dos piores dramas desde os atentados do 11 de setembro de 2011, em Nova Iorque, em que morreram 24 japoneses.

O irmão mais novo de Mitsunobu Fuchida, Rokura, um dos 10 trabalhadores falecidos, expressa a mesma dor e incompreensão que todos os familiares de reféns mortos:

“É uma grande perda. Espero a chegada do caixão”.

A emoção também afeta todos na sede da empresa JGC, nos arredores de Tóquio, que perdeu 10 dos 17 empregados neste ataque à refinaria argelina.

Yumiko Kinoshita:

“Estavam lá para trabalhar e foram apanhados por acaso num ato terrorista. Lamento muito por eles, é tão triste. Vivo aqui para perto de conhecia muito bem a sede, por isso quero dar os meus pêsames e deixar estas flores.”

A Roménia também enterrou, na quinta-feira, os dois cidadãos mortos na Argélia. Tiberiu Costache, era engenheiro, com 36 anos de idade. Passou o Natal com o filho de sete anos e a mulher, grávida, regressando a seguir à Argélia.

Uma vizinha conta que ele pensava construir casa, tinha um filho, com seis ou sete anos, e esperava outro. Era um homem muito simpático.

Também foi o último Natal em família para Mihail Bucur, outro engenheiro romeno de 30 anos, pai de dois filhos de 14 e 3 anos.

Paris recebeu o francês morto no assalto à refinaria. Tinha 52 anos, era divorciado e pai de dois filhos. Era o responsável pela logística e ainda ajudou a salvar outros reféns. Portou-se como um herói.

A irmã afirma afirma ter ouvido testemunhos sobre a ajuda prestada a um médico norueguês para chegar aos feridos, apesar de algemado. Toda a família está orgulhosa.