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Kerry enfrenta comissão "simpática"

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Kerry enfrenta comissão "simpática"

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John Kerry enfrentou uma amistosa comissão de Relações Externas do Senado, que deverá confirmar a nomeação do presidente Barack Obama para substituir Hillary Clinton na chefia da diplomacia norte-americana.

Kerry é ele próprio presidente da comissão, daí a forma descontraída como enfrentou os colegas senadores. A confirmação de Kerry por parte do comité será quase um ato formal e contará mesmo com o apoio do republicano John McCain.

O democrata do Massachusetts espera do Congresso um maior consenso suprapartidário nas questões orçamentais, uma condição para o sucesso na política externa do país. “O que eu peço é que possamos ultrapassar a linhas partidárias, a diversões políticas e um patriotismo económico que reconheça que a força da América e as perspetivas no mundo dependem da força e dos resultados em casa”, sublinhou Kerry.

Reforçar primaveras árabes e pressionar o Irão foram alguns dos ingredientes do discurso. De acordo com Michael O’Hanlon, analista, a questão nuclear iraniana será o grande desafio do novo mandato. “Nos próximos quatro anos o presidente Obama e o secretário de Estado Kerry vão ter que decidir se atacam o Irão. É difícil imaginar mais quatro anos desta ‘câmara lenta’ em direção a uma arma nuclear iraniana sem que o Irão tenha de facto uma arma. Acho por isso que os próximos quatro anos serão decisivos”, referiu.