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Aniversário sangrento no Egito

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Aniversário sangrento no Egito

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Foi um aniversário sangrento, os egípcios celebraram dois anos da revolução que depôs Hosni Mubarak e na cidade de Suez pelo menos 8 pessoas, 7 civis e um polícia, morreram numa manifestação reprimida pelas forças da ordem. De acordo com fontes médicas, os civis foram baleados no ventre e no peito. Face aos graves disturbios, o governo mobilizou as forças armadas na cidade.

Mas Suez não foi um caso isolado de protestos, na maioria entre opositores ao poder islamita e as autoridades. O ministério da Saúde registou quase 400 feridos em incidentes em várias cidades do país, incluindo Cairo e Alexandria.

O presidente Mohammed Mursi pediu à população para rejeitar a violência. O divórcio entre parte da população e o chefe de Estado, apoiado pela irmandade muçulmana, ficou bem patente nas ruas.

Mohammed Shaikhibrahim é o enviado da Euronews ao Cairo que constatou que “a frustração que a sociedade egípcia vive transformou a celebração do 25 de janeiro em violentos confrontos no Cairo e outras cidades, um sinal de que a revolução pode provavelmente fazer nascer outra revolução”.