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Berlusconi justifica regime de Mussolini em cerimónia sobre o Holocausto

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Berlusconi justifica regime de Mussolini em cerimónia sobre o Holocausto

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É o mais recente escândalo em Itália com a assinatura de Silvio Berlusconi. O antigo primeiro-ministro deslocou-se a Milão para participar numa homenagem às vítimas do Holocausto.

Da plataforma 21 da estação ferroviária central da cidade, hoje transformada em repositório museológico, partiam os comboios que levavam membros das minorias afetadas pelas “leis raciais” implementadas por Benito Mussolini. Não só judeus, mas também ciganos e homossexuais. Estima-se que foram deportadas mais de dez mil pessoas, a maior parte das quais não sobreviveu a Auschwitz.

Mas Il Cavaliere fez questão de ressalvar o seguinte: “houve alianças que impuseram o extermínio de judeus. As ‘leis raciais’ foram, de facto, a maior culpa de Mussolini, um líder que fez bem a muita gente.”

Segundo Berlusconi, a aliança do regime fascista italiano com Hitler tem de ser compreendida à luz do contexto da época. A esquerda italiana criticou de forma demolidora os comentários de um homem que se volta a apresentar a eleições legislativas, nos dias 24 e 25 de fevereiro.