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Búlgaros não saem de casa para se pronunciar sobre a energia nuclear

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Búlgaros não saem de casa para se pronunciar sobre a energia nuclear

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Os eleitores búlgaros foram chamados às urnas, este domingo, para se pronunciar sobre o desenvolvimento do programa nuclear do país, através da construção de uma segunda central. O “sim” ganhou, mas a taxa de participação não terá ido muito além dos 20%, o que invalida esta consulta popular, a primeira na Bulgária desde a era comunista.

O primeiro-ministro Boiko Borissov, opositor da energia atómica, declarou que se trata “de um assunto que não chama a atenção dos búlgaros, daí a afluência ter sido tão fraca.”

Foi a oposição socialista que impulsionou a realização deste referendo, argumentando com a criação de empregos e com a redução da dependência energética do país. Mas a hipótese de uma nova central de construção russa na localidade de Béléné, questão que vai voltar a ser debatida no parlamento, é contrariada pelo governo. Borissov salienta, sobretudo, os elevados custos envolvidos, mais de 10 mil milhões de euros.