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Pena de morte origina protestos mortais

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Pena de morte origina protestos mortais

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A morte voltou a sair às ruas no egito. Pelo menos 32 pessoas, incluindo dois polícias, perderam a vida e outras 300 sofreram ferimentos em Port Said depois de um tribunal ter sentenciado 21 pessoas à pena capital. A justiça considerou-as culpadas dos violentos incidentes de há um ano num desafio de futebol que provocaram a morte a 74 pessoas.

Conhecida a sentença, houve uma erupção de violência. Um grupo com armas automáticas tentou mesmo assaltar a penitenciária onde os réus estão encarcerados. Duas esquadras da polícia terão sido tomadas por populares.

A polícia interveio, de acordo com algumas pessoas, com licença para matar. “Sem dúvida que eles atiravam para matar. O objetivo era eliminar todos que que surgiam de frente”, diz um popular. Outro questiona o facto de “há dois dias agentes da polícia terem sido agredidos e que nesse incidente ninguém disparou. Porque é que o fazem agora? Porque utilizam balas reais? É para agradar o presidente e os adeptos do outro clube?”
Uma outra pessoa pediu ao povo de Port Said “para assinar uma petição para a independência de Port Said”.

O exército foi mobilizado. Os disturbios seguem-se ao segundo aniversário da revolução marcado por mortiferos protestos contra o presidente Mohamed Mursi e o seu partido da Irmandade Muçulmana.