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Egito: oposição desafia estado de emergência em Suez e Port-Said

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Egito: oposição desafia estado de emergência em Suez e Port-Said

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As manifestações da oposição e os confrontos com a polícia prosseguiam, esta manhã, em Suez, Port-Said e Ismailia, apesar do estado de emergência decretado pelo presidente egípcio, durante um mês, nas três cidades.

Os protestos continuam pelo quarto dia consecutivo, depois de terem provocado, pelo menos, 47 mortos nas três localidades.

Na capital, os principais partidos da oposição convocaram uma manifestação para esta tarde, em protesto contra o decreto anunciado ontem por Mohamed Morsi.

“Tomei a decisão, no quadro da constituição de decretar o estado de emergência por 30 dias em Port-Said, Suez e Ismailia, a partir desta meia-noite”, anunciou Morsi, ontem, durante um discurso ao país, na televisão pública.

Morsi convidou também as formações da oposição para discussões esta tarde, na capital, uma oferta rejeitada já pela maioria dos partidos.

Os protesto aumentam de tom desde o aniversário da queda do antigo presidente Hosni Mubarak, na sexta-feira, e depois da condenação à morte de vários membros de uma claque de futebol, alegadamente envolvidos na violência que provocou a morte de dezenas de pessoas, no ano passado, no estádio de Port-Said.

Um manifestante, em Suez, interroga-se sobre a necessidade de declarar o estado de emergência na cidade: “Porquê? Porque é que o presidente não impôs também o recolher obrigatório no Cairo ou em Alexandria? De que é que tem medo? O que é que pretende? Esta decisão é uma vergonha”.

Esta manhã a situação permanecia tensa também na capital, em especial na ponte Qasr al Nil, que foi palco, nos últimos dias, de confrontos entre manifestantes e polícia.