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Refugiados sírios dependentes da ajuda da Liga Árabe

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Refugiados sírios dependentes da ajuda da Liga Árabe

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Milhares de refugiados continuam a chegar de autocarro à Jordânia. Nas últimas semanas a ONU registou 30 mil, mas o Líbano, já com um milhão de sírios residentes, terá recebido meio milhão de refugiados e a Turquia mais de 150 mil.

Zaatari, o principal campo jordano, recebeu mais famílias com filhos, nas últimas semanas, porque a violência contra os civis também aumentou.
A guerra na Síria dura há 22 meses.

O reino jordano acolhe 320 mil refugiados sírios, 61 mil neste campo.

Abu Hamid foi um dos que fugiu dos ataques em Deraa. Parte da família continua desaparecida.

“A minha família foi atingida quando bombardearam a casa. Alguns filhos fugiram para o Líbano e outros não conseguiram sair da Síria. Não tiveram sorte. Só conseguimos salvar as nossas almas e as crianças mais pequenas”.

As condições de vida nas tendas estão agravadas por causa do rigor do inverno. Mas nem pensar em regressar à Síria:

“A situação na Síria é realmente má. Mesmo muito má. Temos de viver escondidos, com medo, nas ruínas. Não podemos regressar. Temos de aceitar a vida aqui.”

A ONU considera que o número de refugiados nos países limítrofes, inclusivamente no Iraque, vai atingir um milhão e cem mil até junho.

Uma delegação a Liga Árabe esteve nos campos libaneses, no domingo passado.

A presidente da delegação Faiqa Saleh, constatou que a situação é deplorável, apesar de toda a ajuda dos países vizinhos.

O relatório vai ser apresentado na Conferência de 30 de janeiro no Kuwait, que vai reunir os doadores que vão socorrer a região nesta crise humanitária.

As Nações Unidas esperam recolher 1,5 mil milhões nesta conferência.