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Ex-general envolve antigo presidente ucraniano na morte de jornalista

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Ex-general envolve antigo presidente ucraniano na morte de jornalista

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Prisão perpétua para um antigo general ucraniano, ex-responsável da polícia, considerado culpado do homicídio, no ano de 2000, do jornalista Georgiy Gongadze, um opositor do então presidente Leonid Kuchma.

Para o tribunal de Kiev, não restaram dúvidas sobre a culpa de Olexi Poukatch no estrangulamento e decapitação de Gongadze. Ao ouvir o veredito, o condenado declarou aceitá-lo “quando Kuchma também ele estiver sentado no banco dos réus”, envolvendo diretamente no caso o antigo chefe de Estado.

Enquanto o advogado de acusação salienta que, até agora, Poukatch não tinha mencionado o nome de Kuchma no processo, a equipa de defesa destaca o facto de não ter sido apurado quem ordenou o homicídio, nem porquê. O tribunal considerou apenas haver uma ligação com o ex-ministro do Interior, Iuri Kravtchenko, que se suicidou em 2005, antes de prestar declarações.

É um caso muito intrincado este, em torno da morte daquele que era uma das vozes mais críticas do poder ucraniano. Gongadze tinha 31 anos quando foi morto.

A jornalista da euronews, Evgenyia Rudenko, relembra que ainda não se destrinçaram os motivos reais do crime. Uma série de gravações áudio que parecia envolver Kuchma no homicídio foi considerada ilegal pela justiça ucraniana.