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Exército egípcio alerta para "colapso" do Estado

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Exército egípcio alerta para "colapso" do Estado

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O exército egípcio alertou para o risco de colapso do Estado, se a situação que o país atravessa continuar. Desde quinta-feira, os confrontos fizeram mais de 50 mortos.

Até aqui silencioso, o ministro da Defesa e comandante das Forças Armadas, o general Abdel Fattah Al-Sissi, apelou a todas as forças políticas para que deixem de lado os conflitos e se concentrem na busca de “soluções para os problemas políticos, económicos, sociais e de segurança” do país.

O presidente islamita, Mohamed Morsi – que convocou uma reunião de urgência para discutir a instabilidade política e a violência no país – enfrenta uma nova crise, que ultrapassa as habituais clivagens político-partidárias. É o povo que protesta, de novo, contra a deterioração das condições de vida.

Ao mesmo tempo que a violência se faz sentir nas ruas. No Cairo, um grupo de cidadãos evitou a destruição de um hotel. “Descobrimos que havia gente a atacar a entrada do Hotel Semiramis Intercontinental e avisámos a polícia. A polícia veio e disparou granadas de gás lacrimogéneo”, explicou um manifestante.

Uma violência exacerbada por um novo ator da cena política egípcia: Os Black Bloc, grupos de jovens anarquistas, determinados a avançar para o confronto violento com a polícia.