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OMC escolhe sucessor de Pascal Lamy

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OMC escolhe sucessor de Pascal Lamy

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Na Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra, começou a corrida ao cargo de diretor-geral. O francês Pascal Lamy termina a 31 de agosto o segundo mandato de quatro anos.

Na história da organização nunca houve tantos candidatos ao cargo. São nove, seis homens e três mulheres, quase todos oriundos de países emergentes, incluindo o Brasil. Até dia 31 de janeiro, de forma individual, terão de enfrentar os representantes dos 158 países membros e explicar a visão que têm para a organização. A decisão final terá de ser tomada por consenso até 31 de maio.

Dezoito anos após a criação, a OMC conseguiu dar alguns passos na liberalização do comércio mundial, mas persistem ainda muitas barreiras, tais como subsídios e taxas aduaneiras. Um travão ao crescimento do comércio mundial, como defende Pascal Lamy, que teve de constatar, em 2011, o impasse nas negociações da Ronda de Doha.

Este ano, de acordo com as previsões da OMC, o comércio mundial deverá crescer 5,6% em termos de volume. Representa uma aceleração face a 2012, mas está longe dos 13,8% registados em 2010.

E foi para eliminar os obstáculos ao comércio internacional, impulsionado pela entrada da China na organização em 2001, que a OMC lançou o ambicioso projeto da Ronda de Doha. Mas uma década depois as negociações não avançaram.

Países desenvolvidos e em vias de desenvolvimento opõem-se, por exemplo, sobre a questão da agricultura.

As negociações comerciais decorrem, sobretudo, a nível bilateral ou regional. A OMC, segundo vários analistas, ficou relegada à tarefa de resolução de conflitos entre governos. Redinamizar a organização é um dos grandes desafios do futuro diretor-geral.