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Doping provoca guerra aberta entre a UCI e a Agência Mundial Antidopagem

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Doping provoca guerra aberta entre a UCI e a Agência Mundial Antidopagem

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Prossegue a guerra institucional no mundo do ciclismo, depois da polémica decisão da União Ciclista Internacional de desmantelar a comissão independente criada para analisar as acusações de complacência da UCI no caso de Lance Armstrong.

No início da semana, a UCI anunciou a extinção da comissão independente em favor de uma Comissão de Verdade e Reconciliação, que teria o apoio da Agência Mundial Antidopagem (WADA) e da Agência norte-americana antidopagem. O orgão máximo do ciclismo, dirigido por Pat McQuaid, emitiu mesmo um comunicado onde refere o apoio das outras duas organizações, saudando a oportunidade para quebrar o “código de silêncio” em torno do doping no ciclismo.

A agência mundial respondeu pela voz do patrão da luta contra o doping, John Fahey, que negou ter dado o seu acordo à UCI para trabalhar com a Comissão de Verdade e Reconciliação.

Outro problema é saber quem vai financiar esta nova comissão?

A guerra aberta entre a Agência Mundial Antidopagem e a União Ciclista Internacional promete continuar a fazer correr muita tinta. A provarem-se as acusações que a UCI terá no mínimo fechado os olhos e poderá ter encoberto o caso de Armstrong, o ciclismo pode mesmo vir a ser excluído dos Jogos Olímpicos.