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John Kerry: o bom soldado da diplomacia norte-americana

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John Kerry: o bom soldado da diplomacia norte-americana

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Não foram necessárias grandes discussões nem foi preciso avaliar opções: John Kerry era, desde o princípio, o homem do compromisso.

Uma eleição quase incontestável até para a ala republicana, onde tem muitos amigos que votaram por ele.

Aos 69 anos, Kerry converteu-se no chefe da diplomacia da primeira potência mundial.

Um cargo a que aspirava há muito tempo e que agora obteve, graças ao apoio sem falhas que deu a Barack Obama.

John Kerry:

“Uma nação excecional precisa de líderes excecionais, a liderança de um presidente excecional. E, caros compatriotas, esse presidente é Barack Obama.”

John Kerry podia ter sido presidente, mas a história decidiu outra coisa. Em 2004, quando se lançou na corrida às presidenciais e obteve a nomeação dos democratas acabou por perder a oportunidade. Não conseguiu desalojar Georges Bush e não se candidatou outra vez.

Cruzou-se com o jovem senador do Ilinois, então desconhecido, e decidiu colocá-lo sob a luz de todos os projetores, durante a sua convenção. O discurso de Obama foi fundamental para a carreira política até chegar à Casa Branca.

Em 2008, Obama passou a ser o candidato e Kerry o apoiante. Mas Obama nomeou Hillary Clinton, primeiro. Kerry converteu-se no bom soldado do presidente no Senado, onde dirigia a comissão de assuntos externos.

O pai de John Kerry era piloto do Exército. Como a mãe foi educada em França, a família passava as férias neste país. Alistou-se e aterrou no Vietname aos 24 anos.

Regressou com várias condecorações e espírito de pacifista.

Desde 2008, sempre na sombra, John Kerry percorreu o planeta. Quem o conhece, independentemente da filiação partidária, considera que tem experência e competências invulgares para o desempenho do mais alto cargo diplomático dos Estados Unidos.

Esteve em todas as zonas quentes do mundo, como Israel, Gaza, Paquistão, Síria, e Afeganistão.

Partidário da solução diplomática em todos os conflitos, está decidido a marcar a diferença em relação aos palestinianos e israelitas…precisamente onde falharam Obama, até agora, e Clinton.

É casado com a portuguesa nascida em Moçambique, Maria Teresa Simões Ferreira (mais conhecida como Teresa Heinz Kerry).