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Estados Unidos: Congresso inicia debate sobre o controlo das armas

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Estados Unidos: Congresso inicia debate sobre o controlo das armas

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Hadiya Pendleton foi mais uma vítima das armas no Estados Unidos. Foi abatida a tiro, na pargem de um autocarro, em Chicago, na terça-feira.

A jovem, de 15 anos, tinha participado, com o grupo de majoretes a que pertence na cerimónia de tomada de posse de Barack Obama, na semana passada.

A sua morte é mais um exemplo a juntar à lista dos que fizeram Obama apresentar uma proposta de lei para restringir o uso de armas de fogo. O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, referiu:

“Como disse o presidente, nunca seremos capazes de erradicar todos os atos diabólicos do país, mas se pudermos salvar, nem que seja a vida de uma criança, temos a obrigação de tentar, quando se trata do flagelo da violência das armas”.

A primeira sessão do congresso dedicada à questão das armas de fogo decorreu esta quarta-feira. A congressista Gabrielle Giffords, gravemente ferida no massacre de Tucson, no Arizona, há dois anos e que guarda sequelas cerebrais, deixou um apelo:

“A violência é um grande problema. Demasiadas crianças estão a morrer. Demasiadas. Temos que fazer alguma coisa”.

Na da garante que o plano apresentado pela Casa branca venha a transformar-se em lei. O congresso americano, tal como a sociedade, está profundamente dividido. Por exemplo, no comité judicial do senado que vai avaliar a legislação sobre o controlo das armas, pelo menos sete dos 18 membros são portadores de armas de fogo.

O plano apresentado pela Casa Branca prevê a restrição do uso de armas de assalto, a limitação do número de munições e a verificação dos antecedentes dos candidatos à compra de armas.