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Renasce a guerra do gás entre a Rússia e a Ucrânia

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Renasce a guerra do gás entre a Rússia e a Ucrânia

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Como todos os anos em Janeiro, recomeça a novela do gás entre a Rússia e a Ucrânia.

Moscovo acusa desta vez Kiev de não ter consumido todo o gás previsto no contrato assinado em 2009 e reclama sete mil milhões de dólares de pagamento extra.

A Ucrânia recusa esta interpretação do contrato e afirma que já pagou o que tinha a pagar.

O ministro ucraniano da Energia disse em conferência de imprensa:
“A Ucrânia pagou integralmente o gás que foi fornecido. Não há qualquer dúvida sobre isso. As queixas da Rússia estão a ser analisadas e vamos dar uma resposta legal. Estou convencido que vamos chegar a acordo com os nosso colegas”.

A queixa do gigante russo do gás, Gazprom, surgiu dois dias depois da Neftogaz ucraniana ter assinado com a anglo-holandesa Shell um contrato de exploração e produção de gás de xisto no país.

Os analistas não têm dúvidas de que é mais uma etapa na batalha comercial entre os dois países, como refere Volodymyr Omelchenko:
“O governo russo está preocupado com o facto de a Urcânia estar a adiar a decisão de aderir à União Comercial. É uma estratégia da Rússia que quer que a Ucrânia se junte à União Comercial em 2013. Essa é a principal razão”.

Moscovo está particularmente preocupada com as diligências de Kiev para sair da dependência do gás russo. Em 2012, o país assinou outro contrato com a americana Chevron de exploração e produção de gás de xisto e um consórcio entre a Shell e a ExxonMobil foi entretanto escolhido para proceder à extração de hidrocarbonetos no Mar Negro.