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Espanha: Uma geração sem trabalho

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Espanha: Uma geração sem trabalho

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Em janeiro, em Espanha registaram-se mais 132 mil desempregados, fazendo o número total subir para quase 4,98 milhões. Mas os dados do ministério do Emprego não têm em conta quase um milhão de pessoas que não tem trabalho e não está registada nos centros de emprego.

Segundo o Instituto espanhol de Estatística, no final de 2012, Espanha tinha quase seis milhões de desempregados. A taxa supera os 26% e entre os jovens os 55%.

Noemi Sanz, 23 anos, afirma: “Está mau. Noutros países o desemprego juvenil é baixo e elevado o desemprego de pessoas com mais de 30 anos. São os jovens que, no futuro, terão de aguentar o país”.

Com a recessão e as medidas de austeridade, muitos jovens perderam a esperança de encontrar um trabalho. Alguns estão a estudar alemão e preparam-se para emigrar, por exemplo, para a Alemanha, que regista uma das taxas de desemprego mais baixas da Europa.

Eva Sachez, engenheira, estuda alemão há dois anos e prepara-se para emigrar este verão. Defende: “Não posso ficar em Espanha e fazer algo diferente da minha área. Estudei cinco anos e os meus pais investiram para nada”.

O caso de Eva é semelhante a muitos outros. As inscrições no Instituto alemão Goethe, em Barcelona, aumentaram 75% nos últimos dois anos. A maioria dos estudantes tem menos de 25 anos.