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Oposição egípcia enterra militantes torturados até à morte

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Oposição egípcia enterra militantes torturados até à morte

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Um funeral transformado numa marcha da oposição no Cairo. Milhares de pessoas acompanharam, esta segunda-feira, o cortejo fúnebre de dois jovens ativistas, supostamente torturados até à morte pela polícia.

Um falecimento que, para a oposição, simboliza o regresso aos métodos contestados do antigo regime de Hosni Mubarak.

“Nós vimos as marcas de tortura no pescoço, na língua e noutras partes do corpo. Mohamed foi exposto a uma tortura excessiva. Pensávamos que a tortura tinha acabado com a era de Mubarak, e pensar que Mohamed teria votado por Mohamed Morsi”.

A morte do ativista ocorre após vários vídeos denunciarem a violência policial contra os manifestantes, depois de uma semana de confrontos violentos ter provocado a morte de 59 pessoas no país.

A oposição, que contesta a influência crescente dos islamitas do governo de Mohamed Morsi, ameaça prosseguir os protestos de rua enquanto os responsáveis da violência policial não forem julgados.

Os adversários de Morsi exigem a formação de um governo de união nacional e a revisão da constituição aprovada em dezembro.