Última hora

Última hora

CIA defende assassínio de norte-americanos com ligações terroristas

Em leitura:

CIA defende assassínio de norte-americanos com ligações terroristas

Tamanho do texto Aa Aa

O programa da CIA de “assassínios seletivos” de terroristas encontra-se de novo envolto em polémica, na véspera da audição do novo diretor dos serviços secretos norte-americanos, John Brennan.

Um memorando interno da organização, revelado ontem, defende o assassínio de cidadãos norte-americanos caso pertençam à rede terrorista Al-Qaida.

O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, justificou ontem este tipo de ataques, “são necessários para fazer face a ameaças, neutralizar planos terroristas ou futuros ataques e salvar vidas de norte-americanos. Estes ataques são legais, éticos e sensatos”.

Uma opinião que não é partilhada por vários grupos de defesa dos direitos cívicos, que consideram que a decisão viola a lei penal norte-americana.

Hina Shamsi, diretora da associação National Security Project, considera o documento da CIA, “aterrador”:

“estas revelações atingem o cerne das nossas preocupações sobre a democracia e as relações entre governo e cidadãos, viola a garantia fundamental prevista na constituição de que o governo não pode tirar a vida a um cidadão sem um processo judicial”.

Os métodos da luta antiterrorista voltam assim a inflamar a polémica, em paralelo à utilização de drones (aviões não tripulados) para levar a cabo este tipo de ações “seletivas”, como ocorre já no Paquistão e Afeganistão.