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Multidões choram e acusam partido islâmico no poder

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Multidões choram e acusam partido islâmico no poder

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Chokri Belaid sofreu quatro tiros, no peito e na cabeça. A mulher, em lágrimas, pouco podia fazer. Centenas de pessoas aglomeraram-se de imediato em frente à unidade de saúde para onde o líder da oposição foi transportado.

Os dedos acusadores foram de imediato apontados. “Estas são as milícias de Gannouchi. As pessoas têm que sabe que os criminosos têm ligação direta com a direção do partido Ennahda”, diz um homem enervado no meio da multidão. “Este governo não tem outra opção que não demitir-se. Caso contrário o povo tunisino derruba-o. Têm que se demitir”, acrescenta uma mulher.

De visita ao parlamento Europeu em Estrasburgo, o presidente da Tunísia, Moncef Marzouki condenou o crime que pode ter sérias implicações na estabilidade político-social do país.

“Este odioso assassinato de um líder político que conhecia bem e que era um amigo de longa data – Chokri Belaid – Este assassinato, hoje mesmo, há momentos, é um assassinato político porque eles sabiam que por estar altura, hoje, iria dirigir-me a vocês. É uma ameaça, é uma carta, mas nós recusamos esta carta, recusamos a mensagem e continuaremos a desmascarar os inimigos da revolução”, disse o presidente

Belaid opunha-se particularmente aos chamados dos comités de proteção da revolução, que muitos acreditam estar ligado ao partido no poder Ennahda e na origem de atos violentos.