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Parlamento não assinará "orçamento deficitário" da UE para 2014-2020

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Parlamento não assinará "orçamento deficitário" da UE para 2014-2020

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Herman von Rompuy enfrenta uma dura mediação no Conselho Europeu para obter um consenso dos 27 países sobre o orçamento da UE para 2014-2020.

Mas Martin Schulz, presidente do Parlamento Europeu (PE), está contra eventuais grandes cortes: “Tanto eu como a maioria dos eurodeputados não estamos dispostos a aceitar que os Estados-membros repitam, a nível europeu, o erro que levou a situações agudas ao nível nacional, ou seja, um orçamento deficitário. Declaro abertamente que não assinarei nenhum orçamento deficitário”.

Mesmo que os chefes de Estado e de Governo cheguem a acordo, o PE tem de assiná-lo para ser validado.

Mas o presidente da comissão parlamentar do orçamento, Alain Lamassoure, desdramatiza o cenário.

“Se não houver acordo agora, podemos esperar alguns meses. E se não houver de todo um acordo, não será grave, na medida em que podemos usar o procedimento do orçamento anual, um para 2014, outro para 2015, etc. O quadro orçamental dos sete anos anteriores manter-se-á”, disse o eurodeputado francês.

Um dos países que exige mais cortes é o Reino Unido, alegando que é preciso um orçamento de austeridade. O possível veto de Londres e de alguns países nórdicos é o fantasma que ensombra a reunião.

Multiannual Financial Framework 07-13 / 14-20