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"Acuso o Ennahda e o ministro do Interior"

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"Acuso o Ennahda e o ministro do Interior"

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Num subúrbio desfavorecido da capital tunisina, vive a família de Chokri Belaid. Centenas de pessoas surgem de várias regiões para prestar uma última homenagem ao político assassinado na quarta-feira.

A família, de luto, acusa o partido do governo de ter ordenado o assassinato. A irmã de Belaid não tem dúvidas. “Acuso o Ennahda e o ministro do Interior, Ali Larayedh, e Rached Ghannouchi pessoalmente na morte do meu irmão. Eram os únicos a ameaçarem-no, ele não tinha outros inimigos, não acusamos qualquer outro partido, só o Ennahda. Foram eles que o mataram”, diz.

O partido de tendência Islâmica, o Ennahda nega as acusações. O assessor do primeiro-ministro e também secretário-geral do partido, reage. “O Ennahda não tem qualquer interesse em atacar um adversário político, mas se a justiça descobrir razões e demonstrar que as acusações são válidas, então a lei deve ser aplicada”, diz
Mohammed Habib Marzouki.

Chokri Belaid, membro da Frente Popular, uma coligação de vários partidos de esquerda, sofreu quatro tiros, na cabeça e no peito à frente de casa. Tinha 48 anos.