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Tunísia: partido islamita opõe-se à dissolução do governo

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Tunísia: partido islamita opõe-se à dissolução do governo

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O anúncio da dissolução do governo poderá não bastar para que a calma regresse à Tunísia, um dia após o assassínio do líder da oposição laica.

Os principais sindicatos convocaram uma greve geral para hoje, assim como uma manifestação na capital, depois dos protestos de ontem terem provocado a morte de, pelo menos, um polícia.

Por seu lado, o partido islamita Ennhada rejeitou, esta manhã, a proposta do primeiro-ministro, Hemadi Jebali, de dissolver o governo e nomear um executivo transitório.

O anúncio de Jebali tinha sido feito horas depois dos deputados da Frente Popular terem apresentado a demissão em bloco, em protesto contra o assassínio do seu líder e depois da sede do partido Ennahda, em Tunes, ter sido incendiada por manifestantes.

O porta-voz da Frente Popular, Hamma Hammami, apela à calma, “contactámos os nossos militantes para pedir-lhes que não cedam às provocações e que não respondam à violência com mais violência”.

A secretária geral do Partido Republicano, Maya Jribi, não hesita em lançar acusações:

“Os responsáveis do governo de coligação fecharam os olhos à escalada de violência no nosso país, este crime é da responsabilidade dos que encobriram ou foram cúmplices deste crescendo de terror”.

Chokri Belaid era uma das figuras chave da revolução de há dois anos. O líder da Frente Popular foi assassinado com quatro balas à porta de casa, três dias depois de ter ameaçado abandonar o governo, em protesto contra a nomeação de vários ministros islamitas.