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Berlusconi quer mudanças na política de austeridade na Europa

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Berlusconi quer mudanças na política de austeridade na Europa

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Galvanizado pela subida vertiginosa nas sondagens, Silvio Berlusconi apresentou o seu lado de estadista europeu num comício em Roma na noite passada.

Depois das promessas de redução dos impostos e nomeadamente da devolução do polémico imposto sobre os imóveis, il Cavaliere afirmou que é “necessário trabalhar para que a Europa mude a sua política económica de austeridade que é suicida”. Berlusconi acredita que só assim será possível ter uma Europa “mais unida, que garanta a paz e a prosperidade para todos”, tal como “foi sonhado pelos seus pais fundadores”.

Num mês, Berlusconi recuperou mais de 10 pontos e uma sondagem coloca já a diferença para a coligação de centro esquerda dentro da margem de erro do estudo. Favorito à vitória nas legislativas de 24 e 25 deste mês, Pier Luigi Bersani respondeu a Berlusconi afirmando que não irá seguir “propostas demagógicas porque são um insulto à Itália”.

Para além do efeito Berlusconi, o partido Democrata está a ser afetado pelo escândalo em torno do Monte Paschi, um banco próximo do partido.

A ascensão de Berlusconi está também a agitar os mercados, com o RBS (Royal Bank of Scotland) a recomendar a venda das obrigações de dívida italiana antes das eleições.

Os analistas do RBS continuam a dar a vitória de Bersani como o cenário mais provável, mas a incerteza promete fazer subir as taxas de juro da dívida. No caso de um governo Bersani-Mario Monti, a taxa de juro a 10 anos deve recuar para 4%, mas se Berlusconi regressar ao poder a taxa pode disparar para 7%.