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Greve e protestos no funeral de oposicionista tunisino

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Greve e protestos no funeral de oposicionista tunisino

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Tunis hoje uma cidade paralisada, com a greve geral decretada na Tunísia depois do assassínio do líder da oposição Chokri Belaid.

O funeral foi ocasião para protestos dos opositores contra o partido islamita no poder e contra o primeiro-ministro Hamdi Jebali, que prometeu a formação de um governo laico até às próximas eleições.

O cemitério foi palco de alguns confrontos entre os manifestantes e a polícia.

O país foi o berço da primeira revolução da chamada Primavera Árabe, que levou à demissão do presidente Ben Ali, mas a oposição está descontente com a falta de reformas e com o governo liderado pelo partido islâmico Ennahada.

A greve obrigou ao fecho da maior parte do comércio da capital. O clima de contestação fez o exército ocupar as zonas mais sensíveis da capital tunisina, como a avenida Bourguiba, centro habitual dos protestos e confrontos com a polícia.

Também o aeroporto de Tunis-Cartago esteve praticamente vazio, todo o dia. Todos os voos com origem ou destino na Tunísia foram anulados.

Chokri Belaid foi morto na quarta-feira, à saída de casa, com três tiros à queima-roupa.