Última hora

Última hora

Pragmatismo católico no adeus do papa

Em leitura:

Pragmatismo católico no adeus do papa

Tamanho do texto Aa Aa

A resignação do Papa Bento XVI causou surpresa entre os fieis e os analistas, em geral. Mas a maioria aceita com fleuma a inevitabilidade da sucessão. Até porque o calvário de João Paulo II faz temer um pontificado menos atento aos desafios da igreja católica moderna.

Sheila Cusack, professora:

“Ficamos em choque quando ouvimos, mas depois, quando pensamos com calma, talvez não seja tão desastroso como pode parecer à primeira vista. Pode ser muito bom alguém mais jovem, que traga um sopro de ar fresco”.

Philippe Ghestem, , Paris:
“É uma decisão ábia, assinala um parisiense. Se ele sente que já não pode assumir funções, é muito positivo, e vai evitar-lhe o calvário do predecessor.”

Lorretta Flemming, norte-americana:

“O Papa Bento XVI foi um grande papa até agora, sucedeu a outro grande, mas fez um trabalho fabuloso”, assinala uma católica de Washington.

Manda Slosnjak, vendedora no mercado croata:

“Somos todos humanos, concorda esta comerciante croata. Envelhecemos, temos problemas de saúde…que há-de fazer se está doente? Provavelmente foi isso que o fez demitir.”

A madrilena e idosa Solidão é pragmática:

“Não se vai passar nada. Egem outro e continua tudo na mesma.”