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Pedofilia: Bento XVI falou mas não agiu

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Pedofilia: Bento XVI falou mas não agiu

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Para as vítimas de pedofilia por parte do clero, o balanço do pontificado de Bento XVI é “sombrio”.

O atual papa teve de gerir os escândalos de pedofilia da igreja mas, para muitas das vítimas, tratou-se apenas de uma gestão cosmética. É, em suma, a opinião de David Lorenz, uma das 16 mil vítimas identificadas em todo o mundo: Bento XVI “pediu desculpas aos irlandeses. Pediu desculpas aos Estados Unidos, à Austrália, à Alemanha, à Espanha… Sabe? Cartas de desculpas sobre o que se passou nesses países. Mas o facto é que não tem havido atos. E as palavras sem atos são vazias. O que me preocupa é que o próximo papa seja tão ineficiente e rígido como este, nesta questão.”

O próximo papa será eleito no conclave, no qual o cardeal Roger Mahony conta participar. Mahony que, soube-se recentemente, durante a década de 80, ajudou padres acusados de abusos sexuais a escaparem à justiça.

Fernando Montanez, mais uma das vítimas, diz ter perdoado Mahony e o próprio papa, pela ausência de atos: “E se a igreja disser que Mahony tem direito a votar, devemos aceitar o que dizem os nossos líderes…”

Mas nem todas as vítimas têm a mesma posição. As associações, nos Estados Unidos, mas também na Irlanda, por exemplo, esperam que o próximo papa faça da luta contra a pedofilia a prioridade do pontificado.