Última hora

Última hora

Quem vai carregar a cruz de Bento XVI?

Em leitura:

Quem vai carregar a cruz de Bento XVI?

Tamanho do texto Aa Aa

O Vaticano vive os últimos dias do pontificado de Bento XVI, o primeiro papa a abdicar nos últimos 600 anos.

Numa declaração inesperada, o papa anunciou, ontem, a sua renúncia ao cargo, por motivos de saúde, no próximo dia 28 de fevereiro às 20 horas.

Um anúncio que reabre o debate sobre a idade dos candidatos à liderança da igreja católica e que deixa uma certeza sobre o próximo papa que será eleito, em conclave, antes da páscoa: deverá ser mais jovem do que os seus antecessores.

Três cardeais europeus, entre os quais o arcebispo de Milão, Angelo Schola encontram-se na lista de eventuais candidatos à sucessão.

Mas os favoritos são, uma vez mais, os cardeais africanos e latino-americanos numa região que concentra 70% da população católica mundial, vista por muitos clérigos como “o futuro da igreja católica”.

Dois brasileiros, entre os quais o arcebispo metropolitano de São Paulo, Odilo Petro Scherer, lideram a lista, a par com o argentino Leonardo Sandri e antigo número três do Vaticano até 2007.

Há quem aponte também para África e para o cardeal Peter Turkson, do Gana, atual porta-voz do Vaticano para as questões sociais – apesar dos seus 64 anos de idade – a par com a opção de eleger o italiano Angelo Schola.

A lista de candidatos é tão extensa quanto os 118 cardeais que deverão voltar a fazer soprar o fumo branco da chaminé da capela sistina.

Os chamados “vaticanistas” são peremptórios, a abdicação de Bento XVI, inédita nos últimos seis séculos, é um dos factos mais marcantes do seu curto pontificado.

Uma responsabilidade acrescida para o próximo papa que, independentemente da sua origem, deverá prosseguir a linha conservadora de João Paulo II e Bento XVI, em temas como o casamento homossexual, aborto e contraceção.