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O discurso anti-crise de Obama: "reduzir o défice não é um plano económico"

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O discurso anti-crise de Obama: "reduzir o défice não é um plano económico"

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Economia, defesa, energia, aquecimento global, imigração e controlo da venda de armas dominaram o discurso do Estado da Nação de Barack Obama, esta noite, em Washington.

Uma oportunidade para estender a mão aos republicanos para chegar a um acordo sobre o orçamento e a redução do défice do país. “Um objetivo que não é um plano económico”, segundo Obama que defendeu o fim das isenções fiscais para os mais ricos.

“A nossa tarefa inacabada é de assegurar que o governo vai trabalhar para uma maioria e não apenas para um punhado de pessoas”.

Um discurso de mais de seis mil palavras dominado pela temática do emprego, que tira as lições da crise, sem evocar numa única linha as responsabilidades dos mercados e de Wall Street.

“Esta noite vamos declarar que, na nação mais rica do planeta, nenhuma pessoa que trabalha a tempo inteiro tem que viver na pobreza, e aumentar o salário mínimo federal para 9 dólares por hora”.

Em termos de defesa, Obama assegurou que a guerra dos Estados Unidos no Afeganistão terminará no final do próximo ano, com a retirada de 34 mil soldados.

Face à ameaça persistente da Al-Qaida, o presidente afirmou que, “a solução não passa por enviar soldados para o terreno mas por ajudar países como a Líbia ou o Iémen a treinar as suas tropas”.

A resposta às ameaças da Coreia do Norte e a continuação do apoio à oposição síria foram igualmente evocadas num discurso que deixou para o fim o combate do segundo mandato de Obama: o controlo da venda de armas.

Face aos familiares das vítimas dos tiroteios de Newtown e Aurora, o presidente norte-americano afirmou que, apesar das posições contraditórias sobre o tema, “as vítimas merecem que o congresso vote as propostas apresentadas pela Casa Branca”.