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Terceiro teste nuclear norte-coreano ameaça implodir aliança com China

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Terceiro teste nuclear norte-coreano ameaça implodir aliança com China

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A comunidade internacional prepara-se para reforçar as sanções contra a Coreia do Norte, depois de Pyongyang ter levado a cabo, ontem, um terceiro teste nuclear.

A explosão subterrânea mais potente de sempre provocou protestos em Seul e a condenação unânime do Conselho de Segurança da ONU, presidido este mês pela Coreia do sul.

Os 15 membros deverão discutir o reforço das sanções contra Pyongyang, apesar de uma certa renitência da aliada China que, no entanto, subscreveu igualmente a condenação das Nações Unidas.

Para a embaixadora norte-americana na ONU, Susan Rice, “a Coreia do Norte não tirou nem vai tirar nenhum benefício da violação da lei internacional. Longe do objetivo de se tornar numa nação próspera e forte, Pyongyang está cada vez mais isolada e empobrecida devido à sua obsessiva corrida às armas de destruição maciça e a mísseis de longo alcance”.

Segundo os primeiros dados, Pyongyang teria efetuado uma detonação subterrânea de mais de 7 quilotoneladas de explosivos, a maior potência de sempre desde o primeiro teste em 2006.

Washington suspeita que o país teria testado pela primeira vez uma bomba com urânio enriquecido que poderia equipar, no futuro, um míssil de longo alcance.

O teste foi celebrado nas ruas de Pyongyang onde o novo líder do regime, King Jong Un tenta reafirmar o seu poder, após suceder ao pai, Kim Jong Il.

Mas o gesto parece ter perturbado mesmo a aliada China que condenou a ação, levada a cabo, em pleno ano novo chinês. Pequim teme que os efeitos das sanções internacionais sobre a Coreia do Norte possam aumentar a vaga de refugiados que tenta cruzar a fronteira para escapar ao regime estalinista.