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Chipre escolhe novo presidente em clima de crise

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Chipre escolhe novo presidente em clima de crise

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No domingo mais de meio milhão de eleitores vai às urnas para a primeira volta das eleições presidenciais na República do Chipre.

O sucessor de Dimitris Christofias, terá pela frente, nos próximos cinco anos, uma tarefa difícil.

O Chipre atravessa uma grave crise económica e financeira.

Nas ruas o ambiente é de receio em relação ao futuro do país.

“Veem-se lojas a fechar, todos os dias. Não há trabalho e as pessoas estão numa situação económica muito difícil,” afirma este cipriota.

Uma jovem afirma que “há menos dinheiro e mais despesas. Quero sair, encontrar um trabalho fora do Chipre, se necessário.”

“Tenho esta loja há 25 anos. Nos últimos anos o negócio vai de mal a pior. As pessoas têm medo de ir às compras, mesmo aquelas que ainda têm dinheiro. Estão com medo do que pode acontecer no futuro,” assegura esta empresária.

São onze os candidatos à presidência da República. As sondagens apontam que apenas três têm possibilidade de conquistar o cargo.

O trio avança com soluções para guiar o país nos próximos cinco anos.

“É necessário tornar o Estado mais eficiente. Isso não significa, necessariamente, demitir pessoas do Setor Público. Mas devemos seguir o princípio de um orçamento equilibrado e, sendo assim, vamos estabelecer quotas para os funcionários públicos. Por cada quatro que se reformam, contrata-se um,” anuncia o candidato Nicos Anastasiades.

Já Stavros Malas, afirma que “ninguém tem o direito de reduzir o estado social e, se se utilizar a privatização apenas para financiar o défice, economicamente falando, isso não terá utilidade para nós”.

Giorgos Lilikas conta com o apoio do atual presidente e promete colocar o país no rumo certo.

“Tenciono usar os recursos do gás natural, de modo a satisfazer as necessidades da República do Chipre, tendo em conta a dívida dos bancos e o défice orçamental. Assim, vou colocar a economia do Chipre nos eixos,” assegura Lilikas.

O enviado da euronews a Nicósia, Stamatis Giannisis, relata que “seja qual for o vencedor, o novo presidente do Chipre terá de encontrar soluções para questões cruciais, que vão determinar o curso do seu país nos próximos anos.